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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Pedaços de Lua




Pedaços de Lua

Amanheceu um sonho
Interminável madrugada
No clarear do dia
Relembrando momentos
Irreais! Sombrios! Inquietantes!
Tão densos de seus mistérios
Não poderia deixar passar
A sede de descobrir teu íntimo mistério...
Que mesmo ao longe, mexe com os sentidos.
Despe a alma, corada, sinto-me nua...
Como se adivinhasse
meus segredos e fantasias.
Olho para o céu, sinto-te poema
E vejo a lua se desmanchando em versos
Derramando flashes iluminados
Sobre o amor que existe em mim
E me desfaço em pedaços
Pedaços de lua.

Su Simon

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Ponte sem retorno





Ponte sem retorno_

Há uma ponte que não te levará a lugar algum vejo você, atravessando-a... Sutilmente, tento traze- lá de volta sabia que ao atravessa - lá nos perderíamos eu não

quis ir... Mesmo sabendo que você levava consigo todos os meus sonhos Mas, quando você chegar do outro lado e a saudade doer, machucar... Lembre-se, Ele esteve comigo o tempo inteiro nem em seus sonhos me deixou...

Me amou!

Eu parti! Esta ponte não tem retorno uma vez atravessada, não tem volta se você lembrar de mim algum dia que seja com carinho, eu te amei! Tentei impedi-la de atravessar, foi inútil...

Você se foi, partiu!

Perdemos-nos! Nem pedi a você Não vá, eu a deixei livre... Impedi-la à força eu jamais o faria a deixei livre, para fazer sua escolha ... Você escolheu este caminho atravessou a ponte, me perdeu...

Adeus!

___Joe Luigi
-Direitos Reservados-

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Gosto mais dos rios




Gosto mais dos rios

Gosto mais dos rios, que dos mares. Os rios são próximos. Pertencem às nossas cidades, às nossas aldeias. Os mares são distantes, um sem fim de águas perigosas, imensas. Os mares são salgados, sem margens e infinitos. São violentos, com os seus tsunamis devastadores. São belos, sim; e por isso mesmo conduzem as sereias, com seus cantos sedutores e ilusões para a morte, a caminho das Ítacas do mundo, a exemplo de Ulisses em magnífica narração de Homero. Os rios, não, correm pelas nossas aldeias e suas águas são doces, amenas, próximas. Sentimos a sua musicalidade no correr das águas. E, no dizer de Heráclito, indicando o movimento, as suas águas nunca são as mesmas! Cada um pode amar o seu rio particular. E como liricamente escreve o poeta Fernando Pessoa em lindo poema:


"O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, 
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia."


É profundo. É simbólico. É tremendamente doce e lembra-me o rio Piripiri, hoje Verrugas, talvez tenha novo nome por ser tão poluído, mas que corre pela minha aldeia e reflete a proximidade das águas que banham a minha alma entristecida, mas saudosa dos cantos dos pintassilgos em suas proximidades e que me tornavam um ser do sertão, do rio e não do mar.

[Juscelino V. Mendes - Jusfilopoiesi]

quarta-feira, 1 de abril de 2015

O amor...





O amor...

Me conte se já souber o que é.
Me mostre se estiver ao alcance da visão.
Desenhe, se souber sua forma, seu designer.
Toque se for consistente.

Se for uma planta... Regue-a
Se for um poema... Recite-o
Se for uma cor... Pinte.
Se for melodia... Cante.
Se for uma lembrança... Emocione-se
Se for um sentimento... Apenas sinta, mas faça isso com intensidade, para que você nunca esqueça o que é o amor. Mesmo que jamais consiga explicá-lo. Por que os mais intensos sentimentos podem apenas ser sentidos, fazendo com que a compreensão deles seja possível apenas para um coração conquistado.

Gil Façanha

sexta-feira, 27 de março de 2015

Sou eu... e tu quem és....




Sou eu... e tu quem és....

Sou eu o silêncio de um crepúsculo que desenha
A inércia do tempo insano onde a neblina sussurra
No vazio de uma memória lenta...
O irrestrito adágio...
Sou eu o inquieto sentir viajando caminhos vagarosos do amor
Sou eu o grão de areia de uma maré intensa
Sou eu o momento tatuado num chão onde as palavras são
Escritas com paixão!
Sou eu a chuvinha fina que molha as calçadas...
Sou eu a lágrima que escorre em vidros de janelas fechadas...
Sou eu na ternura dos versos vagando nos sonhos...

E tu quem és: Talvez o pássaro selvagem disfarçando voos no horizonte
Gesticulando tuas asas na nostalgia da minha poesia!

Celina vasques