quarta-feira, 15 de março de 2017

AMOR EM FRAÇÃO...



AMOR EM FRAÇÃO...

Me perdi nesse amor desmedido,
Que preenche todo o meu ser,
Chego a pensar – que amor sem sentido,
Que faz de mim, um ter por não ter.

De quando em quando me sinto feliz,
Dos restos de amor a mim dedicado,
São momentos; segundos - em vão,
É esse amor que recebo – fatiado.

Queria essas partes unir,
E de fatias em fatias – um inteiro,
Só assim eu teria o amor,
O amor total e verdadeiro.

[Autor: Alvimar – O Poeta Mineiro...]

sábado, 11 de março de 2017

TE BEIJO A ALMA *****



TE BEIJO A ALMA

A tua distancia é tão perto de mim...
Habitas em minha alma e na minha essência...
E eu sou a tua sombra cativa...

Sabes, compartilhas comigo a minha solidão.
Na orvalhada cristalina das manhãs
Envolvo teu amor e contigo invento maravilhas...
Percorro teu corpo e por ti me encanto...
...e posso amar-te sempre loucamente...
Apenas no meu pensamento!

E me visto de paixão... De desejo e de ternura...Te beijo a alma..
A noite mansa deixa comigo o perfume de todas as saudades...
E acordo de manhã devagar... Ainda sentindo o aroma
De nossa loucura!

[Celina Vasques ]

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Essências…



Essências…

Há palavras
que não se ouvem, 
apenas se pressentem, 
apesar de parecerem 
quase adormecidas, 
elas permanecem 
palpitantes, 
de amor e de vida
Há gestos 
que não se ensaiam
eles fluem tão naturais,
que a pele acolhe-os, 
sedenta e plena 
de todos os seus afetos
com murmúrios 
de desejos, 
sentidos e vividos
Há ausências, 
que não se sentem…
Porque existem seres, 
que souberam ser 
tão especiais… que 
o seu perfume e essência 
perdura em nós,
intenso e duradouro
Estão presentes 
apesar de ausentes.
São almas sentidas
de verdades vividas 
A aura da sua presença 
Permanece
E essas… 
Jamais se esquecem
porque souberam ser 
Especiais…
Essenciais


Catarina Pinto Bastos

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Em todas as paredes brancas




Em todas as paredes brancas
em todos os céus sobrevoados
por aves sem nome
Em todos os mares navegados
por outros mares e outras rotas
de que não lembra a história
Em todos hei-de escrever o teu nome
em todos hei-de gritá-lo bem alto
ainda que seja escuro
e o dia não tenha nascido
Em todos os beijos por mim dados
em lábios apaixonados
iluminando ruas e vielas
em todas as estrelas
hei-de escrever o teu nome
e em todos os lugares
cantos, céus e mares
hei-de dizer bem alto que te amo
até que o sol nasça e volte a dormir
até ser de novo dia

*são reis *
(8jan17)

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Nota silenciosa....


Nota silenciosa....

Ah, o silêncio... Não conheço nenhuma forma mais profunda de emoção latente. Aquele olhar de uma criança que nada entende, o vazio de um quarto que dorme, o eco que enquadra um campo... Ele sempre me cabe, me aquieta, me preenche, como gotas pequenas de orvalho que juntas formam um filete de água límpida acordando aquela pequena flor nascida em algum vão de terra. Por vezes, encho minhas mãos de silêncio e o faço ninar em meu peito, a fim de que ele nunca fuja e que ao meu redor a paz trazida seja sempre recorrente. É no silêncio que meus versos nascem, minha dor se acalma, meu amor multiplica... Como se eu parisse sentimentos sem dor, visse todas as cores que o escuro contém, experimentasse a incrível certeza de viver plenamente minha própria alma. Não há de se ter receio de vivenciar o silêncio. Não é nenhuma dor algoz, nem sangra em prantos, é apenas escolha, são sonhos em folhas que sanam enganos. E nos gritos do silêncio, que quebram todas as janelas do peito, enfim, posso nascer reinventada, sentir todos os cheiros, praticar todos os verbos... E assim caminho, cerzindo meu silêncio ao meu amor mais profundo, numa mistura estranhamente perfeita que faz disso tudo, meu melhor e maior barulho!

Ka Santos

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Ando tão sozinha



Ando tão sozinha 

Ando tão sozinha dentro dessa multidão que começo a me acostumar com o inanimado. Será que os sons que não ouço foram mesmo pronunciados? Dentro dessa cratera de andarilhos vejo sombras que fogem. Fogem de mim e do medo que absurdamente não sinto. Onde estarão minhas armas? Porque perdi meu caminho, meus sonhos e minha agenda? Fico perplexa diante do espelho que não reflete meu sorriso, porém ilumina minha dúvida. E nas largas passadas rumo ao destino percebo que deixei todas as malas e trouxe somente meus desejos. Não me importo, não sou apegada a bobagens. Me apego, me agarro e me rasgo por sentidos. Sentidos de plenitude que nunca tive; de equilíbrio que deixei numa escada alta; e de pensamentos brandos e serenos que cabem dentro de um vidro. E na caminhada encontro pontos intermitentes de luz: sinalizando meu espírito bifásico, bipolar, bivalente. Toda minha viagem me parece tremenda e nem sempre é... Possuo a estranha característica de aumentar o tamanho das coisas em proporções distorcidas: deve ser pelo meu medo da matemática. Mas as trilhas, os destinos, as viagens tornam-se sem ângulo algum e repletos de retas inexistentes. Minha paixão pela lua fez tudo em mim, circular. Por isso minha estranha solidão tende a voltar e voltar e voltar... Vivo nessa intensa esfera de sentir-me só e de ser só. Acompanham-me apenas meus simples versos. E neles transbordo meus nãos e meus vácuos. E dentro dessa multidão de normais, coloco meu silêncio no colo, visto as asas deixadas no beiral da telhado, guardo meu enorme “compasso”, e confesso: ando tão sozinha... 

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

MEU JEITO DE SER




MEU JEITO DE SER

Tenho me vestido e me revestido de autenticidade
Mostrado o meu lado mais puro e verdadeiro
A minha sensualidade nunca ultrapassa os limites
E a minha sensibilidade muitas vezes é exagerada
Mas não sou como cristal
Que não pode ser quebrado
E nem como uma seda,
que não pode ser rasgada
Tento evitar os meus conflitos e questionamentos
Tento viver tudo em seu tempo
Quem tenta me conhecer, vê em mim uma barreira
Mas quando se torna íntimo
Me encontra sem fronteiras
Muitas vezes pago "mico" e dou "bandeira"
Para as coisas que me cercam
E me chamam atenção
De início, não olho nos olhos,
Me sinto tímida, então desvio a minha atenção
Mas quando passa a timidez, encaro com discrição
Um olhar de ternura me atrai,
Mexe comigo e me sucumbe
Tento absorver os meus próprios sentidos
E decifrar os meus enigmas
Sem nenhum estigma
Sou um poço de emoção
Me transtorno, me exalto
Quando me perturbam o coração
Mas fecho os olhos e coloco cada coisa em seu lugar
Então retorno ao meu eu e volto a me habitar
Gosto do jeito que sou e não pretendo mudar
E quem se propuser a me amar
Assim vai ter que me aceitar
*Sandra Leone*