segunda-feira, 21 de setembro de 2009

AMOR!


AMOR!


Distraído no tempo que passa,
Envolto pelo silencio do dia,
Me encontro partido ao meio,
Vazado das saudades nuas,
Que teimam em retornar.
Deixo-me guiar pelo sol,
Á sombra de algumas nuvens,
Não quero ter eu as rédeas,
Para de novo perder a rota,
Quero ser passageiro e passar.
Milênios são minhas horas,
Cravejadas de flocos de gelo,
Lavadas de suor e lágrimas,
Porem eu creio na lua,
E não temo a noite que vem.
Mesmo que venha a chuva,
E apague meus rastros da areia,
Seguirei por meu coração,
Pois é nele que guardo o melhor,
Daquilo que se chama amor!

Santaroza