segunda-feira, 21 de setembro de 2009

AMOR INFINTO


AMOR INFINTO

Amo-te muito ou amo-te pouco!
Que louco!
O infinito, e ele existe,
é o ponto aonde meu amor por ti
irá, para provar-te a tua distância.
O quanto te amo, o quanto te quero!
Não é quantidade o que quero te provar.
Não é assim que meço meu amor,
nesta intensidade de gostar.
Mais vale o bonito de amar,
a minha sinceridade,
nos meus olhos que se enternecem
nas lágrimas que neles se formam
e que neles insistem em não rolar,
no preciso te ver e contigo estar.
Mas, vá lá, que isto seja quantidade,
o tamanho desta sinceridade,
um quanto de minha vontade
em te querer, na grandeza do meu amor,
é verdade,
é caber pra ficar.
Eu, dotado de fragilidade que se reconhece,
amando-te tanto que beira a loucura,
não sei discernir o que é quanto ou encanto,
na minha paixão em te gostar, esta pretensa mesura.
O meu amor por ti é formosura,
nada de grandes ou pequenas enveredadas,
é o acerto de minha personalidade ao se desencontrar de mil acasos,
deslumbrado de achar-te única entre tantas
que me foram plantadas tão fáceis.
É minha sina o templo do meu sentimento
que, oportuno, nada julga, conferindo-lhe asa
em serpente!
E querer-te mais do que tudo sem que tu saibas,
minha, nas trevas da minha insônia,
é que o infinito chega sem que eu o espere,
sem ser previsto, de repente!

Paulo Frias