domingo, 20 de setembro de 2009

HOJE NÃO


HOJE NÃO

Nos tropeços da vida
Mergulho de cabeça,
Sou um recado não dado
Uma poesia inacabada.
Levo como posso,
Aceito o que me dão,
Milhões julgando
Poucos conhecem
Como dói ingratidão.
Nasci fora de época,
Não sei viver o agora,
Meu coração eterno solitário
Espera sua hora sem temor
Nem hora.
Vivo sufocada
Na minha própria dor,
Não queiram entender
Minha ausência no amanhecer.
Vou renascer amanhã,
Enfrentar o meu destino
Entregar-me a poesia
Encontrar-me perdida
Nas ausências dos meus dias,
Que vão e vem trazendo
Tristeza,
Bem longe da maresia.

Márcia Rocha