segunda-feira, 9 de novembro de 2009

DESENCANTO


DESENCANTO

Aos poucos foi quebrando
O encanto ia desaparecendo

O brilho do primeiro dia
As multicores da alegria

Nem a cor rósea
O teu jeito prosa
O branco da paz
Tudo o que me faz
Ou que me fazia

O vermelho do amor
O calor da paixão
O bater forte do seu coração
Com a minha aproximação
O perfume das flores

O azul tão distante
Perdeu-se no horizonte
Foi coberto por nuvens cinza
Criando tempestades vendavais

E nada mais me trás
Só energias negativas
Desnecessárias ranzinzas
Ofuscando minhas noites de magias
De luar e céu estrelado

Ao seu redor tudo esmaecia
Tudo ficou parado

E toda a chuva que caia
Não chegava não molhava as matas
Nem os riachos enchiam
As cataratas enfraqueciam

E no desencanto
Tudo perdeu seu encanto

O que foi cativado
O que cultivado

Cláudio D. Borges