quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

COM MÉRITO


COM MÉRITO

Como te quero
e quanto eu te amo!
Chego a sonhar acordado
e temo despertar e constatar,
serdes apenas, de fato, um sonho.
O divino sonho transcendente de um
poeta ermo, que todo o tempo de sua vida
perseguiu e insistiu no cultivo de se encantar.
Estupefato com tal amor,
faceiro por tanta candura,
questiono, se sou merecedor
de tamanho prêmio e ternura.
No entanto, se ainda não o sou,
me esforçarei por logo o ser,
pois tudo, nessa minha vida
pode vir a suceder, exceto,
eu vacilar e vir a te perder.
És o meu céu, minhas estrelas,
minha praça, minha flor, meu mar.
És quase o meu ar. E enfim, sois todos
os temas que sempre me aproveitei
para compor os meus poemas.
Com méritos, afirmo:
És a musa derradeira, a que Deus enviou
para comigo ficar e para sempre,
imputar o meu avançar,
consagrando o
meu poetar!

Antônio Poeta