sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Fios De Esperança


Fios De Esperança

Não tenho lugar.
Hoje agora...
Não importa onde estou.
O tempo pode correr como o vento
pairo leve como uma pluma.

O espaço que ocupo, é ínfimo
diante desse universo.
Um universo que recebe
meu corpo e acaricia.

Não comando meus pensamentos
nem minhas ações.
Deixo lugares de frios invernos,
e entro em ondas mornas.

Ouço os sons da natureza
num lugar onde não se consegue
mais nada sentir.
Ainda resta fios
de esperança.
Há luz.

Fujo da morte da sensibilidade
quero manter viva a esperança.
onde percebo o valor
dos sentidos, do tato...
Sinto o calor do sol

Não tenho lugar.
Procuro encontrar a luz
onde somente vejo a
sombra de um olhar.

Ge Fazio