quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Sem Culpas


Sem Culpas

É por demais triste
quando o par se ama
e não se entende.
Quando os objetivos
não se confluem.
Quando os espíritos
não se harmonizam
por mais que se tente.

Assim, nos magoamos
mais que nos ninamos.
Nos ferimos mais
do que nos curamos.
E ficamos perplexos
por tanto dissídio,
pois também tanto,
de fato nos amamos.

Por que não podemos
apenas sermos felizes,
se o principal nós temos,
melhor, nós queremos?
Será que nos falta aptidão?
Será que é infantilidade?
Pior, será que somos adeptos
e apologistas da infelicidade?

Juro a você que eu não sei.
Mas sei que muito te quero
e que por demais sou sincero
quanto a esse meu bem-querer.
Sei ainda que não sou culpado,
e bem aquém, não culpo você.
Sei... Que estou sofrendo muito,
só não sei... O que pensa você!

Antônio Poeta