quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

AGUAS


AGUAS

Caíam todas as águas no meu peito
Todos os húmidos sonhos que sonhei
Quando acordei... fiquei quase desfeito
Não estava lá o amor que tanto amei

Recordações esquecidas pelo leito...
Quanto ficou de mim... do que te dei?
Não sei Amor... e nem sequer suspeito
Mas fui eu todo ali... Se ali me sei...

Ficou em mim aquilo que quiseste
Eu fui o porto que as águas precisam,
Corpo de abrigo de uma vida agreste

Se ainda assim as margens não divisam
Todos os sonhos que ali fizeste
Adeus Amor... os sinos não avisam...

JORGE DE CAMPOS TEIXEIRA