domingo, 10 de janeiro de 2010

Quem ama


Quem ama

Todo aquele que ama,
Uma hora sofre
Outra hora se encanta
E nesse tempo,
Seu amor é tanto
Que os outros estranham.
Todo aquele que ama,
Vive sonhando, aluado
E sempre acorda,
Quando ainda não dormiu.
Todo aquele que ama
Vive como bobo a sorrir
E de tão alegre,
A tristeza espanta.
Todo aquele que ama,
Quase sempre mente
Mente a sim mesmo,
Que o tempo não existe.
É quando saímos as pressas,
Por saber atrasado.
Todo aquele que ama,
Anda cego e distraído
Não se sabe aonde foi ou
De onde está vindo.
Todo aquele que ama,
Pode ser até julgado
Mas de tão bela estampa,
Acaba sempre perdoado
Todo aquele que ama,
Já foi louco
Já fez mil loucuras,
Mas também,
Sempre sobreviveu.

Betânia Uchôa