segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010


Rogo

Tenho-te na alma
e pelo contrário,
isso não me acalma,
e sim, me insufla ao agito
de me lapidar como espírito,
a fim de te merecer e esse amor
pleno viver, em paz e sem conflito.
Minha esplendorosa amada,
tens a meiguice e a sutileza,
a voluptuosidade e a beleza,
tu és tudo com o que sonhei.
És tudo o que
eu sempre quis.
Vejo-te, como a
vontade de Deus
em me fazer feliz.
Endeuso-te, te contemplo, me transmudo em ti. É tudo tão impar,
tão sublime, que até me vejo impotente em zelar por tudo sozinho:
Assim, rogo eu ao transcendente, que não nos deixe sem guarida,
que nos enlace bem firmes, e sobretudo, acautele a gente, afinal,
o que não podemos consentir, é virmos a nos perder minha vida!

Antônio Poeta