domingo, 7 de fevereiro de 2010


TARDES DE OUTONO

Eu te vejo entre os lírios da varanda.
Quando o frio destas tardes outonais
Traz consigo revoada de pardais
Com a intensa alegria que Deus manda.

Eu te sinto quando o cheiro d quitanda
Se espalha entre as cercas dos quintas
E te escuto naquela que grita mais
Das crianças juntas a dançar ciranda.

Mansas tardes... tardes mansas de outono.
Quantas vezes eu coberto de abandono
Illudi-me em te ver pelos caminhos.

Mas após a ilusão de cada cena.
O destino implacavel me condena,
A vagar pelo mundo dos sozinhos...

Jenário de Fátima