quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sozinho


Sozinho

No silêncio das noites em mim vazias
A caminho dos encontros de fantasia
Para declamar meus versos e o que resta
Dos sonhos perdidos de um poeta

Ao meu lado nunca está quem eu quero
É tão triste essa tal melancolia!
De estar sozinho na multidão
Acompanhado da saudade e da poesia

Entre os olhos atentos aos meus intentos
Procuro aquele olhar escondido
E finjo que naquele exato momento
Ele está feliz me assistindo

Para ele declamo o meu amor
Que hoje sinônimo cruel de dor
Me emociona ao lembrar daquela flor
Que no meu coração ela plantou

Quando saio, sempre sozinho
Me despeço dos amigos que faço
Triste, eu sigo o meu caminho
Fingindo que ganhei de você um abraço

Nos meus olhos, carregando a alegria fingida
Lá vou eu, com a dor sentida
Te levando na saudade
Acompanhado da minha poesia

Você é minha poesia
Está comigo aonde estou
Se hoje sinto tanta dor
Ainda chamo isso
De amor

Jorge Luiz Vargas