domingo, 6 de junho de 2010


Dançar

É escrever com o Corpo
Um instante que dança no Infinito
Atravessar o tempo
Que traça no rosto os caminhos

Encantos da saudade
Brincando na chuva
Orvalho de infância
O homem brotando do menino

Sobre o mar das lembranças
Um Céu Azul cantarola o futuro
No sol que nasce das mãos
Embrulho o amanhã

Nesse hoje impregnado de ontem
Te dou a eternidade
De quem sabe que a felicidade
É um instante que dança no infinito

Na correnteza da dúvida, a vida balança
Se há um destino, pouco importa
Viver é viagem sem volta
A vida é a sua oportunidade

É o solo no qual as rosas do amor florescem
Existe sempre uma certa loucura no amor
E na brisa da manhã

O botão de rosa está dançando ao sol
E o amor é a dança da sua vida

Carlos Marynho