quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A chama que devora.


A chama que devora.

Os motivos ainda existem
Não se nega o que se sente
Enquanto a chama arde
Devoradamente.

Tudo tem semelhança
A mente pinta retoca com a sua cor
Esculpi sem querer a sua figura.

No azul do céu há rabiscos cativos
Que não querem desaparecer
Insistem em escrever a mensagem
Grifada que só você pode entender.

Como se não houvesse nada mais lindo
Nada mais importante
Do que o seu nome do que você...

E lá no escuro sopra o vento quente
Nem a luz do sol pode iluminar
Onde as estrelas não existem
E o luar permanece adormecido
E a solidão faz escurecer a visão.

Qual inferno que pune queima o meu coração
Minha alma se condena por um amor sem amor.

Por sua beleza que enraizou o desejo consome
Esse amor que me escravizou que por ti eu me perdi
Por um amor que parecia existir.

Enquanto essa chama arder
Vai continuar a queimar a devorar
Tudo o que há de vivo natural
E depois que tudo se acabar
Quem sabe das cinzas eu possa renascer

Cláudio D. Borges.