segunda-feira, 11 de abril de 2011

ERGO O MEU OLHAR


Ergo o olhar, é vida que se ilumina
Só a luz depois da escuridão pode
Devolver o brilho, deixando a casa
Livre da tristeza que a mim sacode.

Ergo o olhar, e canto como as aves
Que voam pelo céu, a cada canto,
Num bater de asas que não se duvide
E leva a dor, dando adeus ao pranto.

Ergo o olhar, um sorriso largo, fino
Depende da intenção que se atreve,
Roubando a paz, e não meu sangue
Que corre solto nesta corrida breve.

Ergo o olhar, me entrego, és o dono
Dos meus carinhos e do meu ombro.
Ergo o olhar, eu vejo a vida, vida!
E ela me chega, agora sem assombros.

Betânia Uchôa