domingo, 14 de agosto de 2011

Porque ainda calas as tuas palavras.



Porque ainda calas as tuas palavras.

No escuro do teu dia escolhes os passos que dás
Arriscas atirar palavras de uma forma tão fugaz,
Não sei se pensaste no que não disseste
Se ficaste contente com o que fizeste.
Atreveu-se algo em ti a querer mais do Mundo
Querias pisar o chão de segundo a segundo
Fechaste os olhos quando pensaste estar seguro
Feriste-te no único espinho que não vias
Pela rosa que veneravas.

És só um coração aberto
Com medo de ver
Com medo de ter em si a resposta,
Porque não acordas e lês o que a vida te dá
Não vês o que no teu mundo está?

Fiz tantas entrelinhas por teatro,
Fiz tantos versos de mentira.
Calando sentimentos
Ocultando momentos
Escrevi o teu rumo em tantas noites,
Por a tua rosa te ferir poemas fiz e desfiz.
Versos magoados
Escorreram lágrimas desta poesia
Perdida entre tantos olhares
Em tantos cantos abandonada.

Era a poesia magoada
Que te esperava,
A poesia do meu coração aberto
Ferido pelos esses teus espinhos
Que desejavam outra flor.
A poesia que te esperou
E o sentimento queimou,
Em versos as memórias perdeu
Do sentimento que nos venceu.

- Mafalda -