segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Quem sabe, talvez.


Quem sabe, talvez.

Eu te esperei... Por noites quentes e dias frios.
Me perdi e me encontrei no mesmo ponto onde mais nada havia.
Insistia em meus pensamentos que você era tudo o que eu queria.
Te busquei no presente, passado e sonhei com nosso futuro.
Hoje entendi, que nada do que me oferecias era real ou seguro.
Tantos sonhos de amor, tanto fogo de uma paixão descontrolada.
Só queria em minha solidão, olhar em meu coração e não ver nada.
Desconstruí tua imagem perfeita, te fiz mais real do que jamais fostes em mim.
E, no entanto, sem venda nos olhos... É incrível como ainda te quero aqui.
Me despi das ilusões e aquela paixão se desfez...
Mas minha pele diz aos gritos, como eu te quero outra vez.

Gil Façanha