domingo, 22 de janeiro de 2012

COMO REFLEXOS DA MINHA ALMA


COMO REFLEXOS DA MINHA ALMA

Ah... Por que essa desordem de reflexos da minha alma,
Que parecem ensurdecer-me com relâmpagos, tirando minha calma
Golpeando-me com os raios da indecisão,
Trazendo a tormenta ao meu coração?

Serão esses reflexos que meu equilíbrio quer roubar,
Precipitando-me na agitação de uma tempestade em alto mar...
Para a minha natureza desorganizar,
E assim de realidade meu ser esteja a inundar?

Ah... Por que essa desordem em minha alma agora...
Que minha calma levou embora...
Na tentativa de meus sonhos serem frustrados,
E meus planos sabotados?

Ah... Reflexos de minha alma...
O espelho do meu viver assim se faz...
Canto de Condor que um eco traz,
Devaneios de viver você e ter de volta a paz!

E, ébria nesse jogo solitário
Minha incontrolável e confusa razão
Depara-se e deleita-se... Ilusão...
Pois acredita que ainda toca o seu coração!

Anestesiada estou no sono que encontrei
Adormecida, paralisada...
Metade entregue
Metade prostrada

Ah... reflexos de minha alma,
Pensamentos turvos, desencontrados...
Sono sem sonhos ou de lembranças mortas ou que faltam...
Sonhos que agora estão apagados ou que se foram.

Metade de mim somente neste torpor
Metade de mim que procura, busca e que se perde...
Só metade de mim... Então prevalece,
Pois a outra metade... Com você permanece!

L.M.T