quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

FOI A BRISA AMAR A TEMPESTADE

FOI A BRISA AMAR A TEMPESTADE

Sopra o vento nos ouvidos uma história
Jovem brisa que amou a tempestade
Que viveu num momento o despudor
De soprar seu amor de mocidade

Mas a brisa só sentiu o céu cinzento
Tempestade já não tinha sentimento
Envolveu-se, no final - virou tormento
Morreu brisa e o seu encantamento

E hoje dizem que a brisa envelhecida
Ainda lembra seu amor e tem saudade
E a dor desse amor que não viveu
Faz a brisa chorar por tempestades


Adriano Hungaro