quinta-feira, 17 de maio de 2012

No grito do destino...

No grito do destino...

Nessa solidão cheia de sentimentos dúbios
Curvo-me às vontades desse fim desconhecido
Que traz lembranças de algo que nada foi
Ou esperanças veladas de sonhos não tidos

Almas vestidas em suas camisas de força
Sentenças intrínsecas em cadeiras marcadas
Rogam choros mudos de bocas perdidas
Ecoam mensagens retalhadas

Amores cantados em sustenido e bemol
Vidas largadas nas mãos da aurora
Futuros jogados em branco lençol
Nascentes de vermelhas bordas

E nesta imprecisão permanente
Em que vidas caminham indecisas
São futuros claros em negros dentes
De lânguidas e doces premissas

Cada ser que nasce voa a esse encontro
Que assinala um triz em cada espinha
É o canto do destino solto
Onde nasce a irremediável sina

Ka Santos