sábado, 22 de setembro de 2012

O vento soprou.



O vento soprou o que tinha de invariável.
Separaram e os levaram embora.

Dissemos que não iriamos para lados opostos.
Prometemos indiretamente ficar até quando fosse possível,
Até quando houvesse verdade,
Até quando...
Não deu mais.
O vento bateu forte, conduziu-nos pra 'distante'.
Como a maresia que me bate, te bate e vai.
Como par sem dois.
Como a onda que vem alta, bonita e morre
.Como as circunstâncias que insistem.
Como todas as dissertações sem resposta.
Como a mania de retrospectiva.
Como as borboletas que aprenderam a voar ao som da nossa canção
.Como tinha e o temporal levou
Como tem e o vento sopra 'naturalmente' pra longe de nós.
Como o ímpar.

A tinta da memória.

Tatiane Salles.