segunda-feira, 10 de setembro de 2012

RENÚNCIA!

RENÚNCIA!

Renuncio ao teu amor
Este que apresenta-me com dor
Com alteração da tua voz
Que só faz dividir esta foz

Cansei de tentar entender
De relevar a tua imaturidade
Achando que a responsável
Fosse a idade
O destino tão lindamente
Apresentou-me a você
Abri o meu coração a este novo amor
Que muito a minha vida embelezou
Serenizou com a tua essência carinhosa

Lugar comum é o meio do caminho
Contudo, foi nele que deixei de ver
A aurora brilhar
A lua no firmamento
A beleza do mar

Afirmar isso, é até contraditório
Pois estou presa a você
Ao amor que você deu-me
Com efervescência e cumplicidade

Fechei um ciclo e abri outro
E nesse outro, você entrou calmamente
Plantou lindas sementes
Nasceram fortes frutos

Acreditei que a eternidade
Levaria-nos com ela
Filosofia guardada por mim
Até a contrariedade em ti surgir
E não saber como vencê-la

Renuncio ao que abate-me
Ao que assola-me causando desconforto

Renúncia, esta atitude confusa
Abrigando o meu coração
Nas muitas horas de paradoxa solidão.

Patrícia Pinna.