sábado, 20 de outubro de 2012

DEIXA-ME SER


DEIXA-ME SER

Como alcançar teu coração bandido,
Partido para tão longe de mim?
Como te arrancar esse lamento,
Que te corrói por dentro e te leva daqui?

Deixa eu te falar de amor,
Preencher as rimas que faltam em teus versos,
E te mostrar o avesso da tua mais recente emoção.

Abra teu peito e me aceite,
E para meu intenso deleite,
Serei do teu sorriso a razão.

Permita-me ser o teu diário,
O teu segredo em relicário,
Dê-me a chave da tua confiança.

Olhe-me nos olhos
E sinta a verdade do que digo,
Dê-me ao menos um pouco de esperança.

Aceite o que eu te ofereço,
Sinta meu apreço,
Meu desejo tem a medida exata da tua dor.

Dê-me um lugar aí dentro,
Um pequeno espaço no teu pensamento,
Mas não me faça implorar,
Por favor.
.
Gil Façanha