sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Solidão

 
Solidão

Tudo pode ter acontecido
Como nos deixa constrangidos
Essa emoção sem noção
Ou mesmo uma doce ilusão
A vida nos pega de jeito
Contra o que bate no peito
Solidão sentimento restrito
Muitas vezes um confilto
Que ata cada vez nossos nós
E tira-nos inteiramente a voz
Fazendo-nos não sorrir
Intactos, passivos
Inertes e pensativos
E nada deixa fluir
Tornando-nos apreensivos
Na calada da noite
A solidão nos ameaça
Assim como a clausura
Pode se tornar loucura
Mediante tamanha paixão
Pois invade nossa razão
Com tamanha perseguição
E tranforma-nos sem explicação
Em seres sem total visão
E além de tudo
Sem amor no coração
A essa nomeação
Chamamos de Solidão.
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Ana Paula Peixoto Fernandes /Cataguases