sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

FÊNIX



FÊNIX

Sou eterno!
Não há derrota ou sofrimento
que me impeçam de viver mais um momento.
Noutro instante me torno gigante.
Quando tudo estava perdido e eu estava caído,
ressurgi.
Levantei e venci!
Quando me sentia afogando
dei mais uma braçada e pisei firme em terra.
Quando mostrava estar mudo
soltei com força meu grito de guerra.
Se um dia tive medo
no seguinte fui pra batalha,
não temia escuro, nem represália.
Se às vezes, fui fogo de palha,
noutras incendiei o mundo com meu calor.
Se às vezes fui pequeno como gota d’água,
noutras saí inundando de ânimo, esperança e amor.
Se num momento fui grão de areia,
uma coisa feia ou estranha,
noutro fui uma bela e imponente montanha.

Sou assim!
Renasço, ressurjo, reacendo!
Quando eu parecia oco,
uma casa vazia,
eu estava cheio...
transbordando de poesia.
*
Fênix era um pássaro mitológico que renascias das próprias cinzas. 
A diferença é que eu não sou um mito. Sou real .
.
Carlos Menino Beija-flor