sexta-feira, 8 de março de 2013

Mulheres: brisas e quenturas da vida



Mulheres: brisas e quenturas da vida

Operárias russas,
Novaiorquinas,
Africanas,
Baianas,
Brasileiras,
Amálgama de todas elas.
Sobreviventes de seus próprios rebentos,
Machos creontes,
Sem as quais:

(evas, antígones,
saras, priscilas,
lídias, anas,
marias, ivones,

madalenas, joanas,
déboras, carinas,
rutes, marinas,
martas, susanas,

sophias, maristelas,
adenices, danielas,
isabelas, yaras,
letícias, florisbelas,

paulas, amandas,
beatrizes, sílvias,
júlias, raivanes,
lúcias, iolandas,

cloés, julianas,
amélias, áureas,
lauras, marisas,
margots, adrianas,

fernandas, diacuís,
joísas, lucianas,
fabianas, sônias
graças, darcis,

carmens, carmélias,
elianas, cristinas,
sheilas, rosalinas,
fridas, amélias,

micheles, reginas,
vanessas, guaranis,
pataxós, enis,
melanis, sabrinas,

vitórias, lorenas,
celinas, darlenes,
cíntias, marlenes,
yanomamis, terenas,

silmaras, vânias
cláudias, emílias,
coralinas, cecílias,
simeis, tânias,

najas, sunamitas,
rosis, elenas,
naras, normas,
dolores, lolitas,

mulheres de qualquer nome,
imaculadas, agares
desconhecidas, sem lares,
samaritanas sem nome),
Seriam animais,
Sem criação, educação,
Sem nomes,
Com fome de todas as fomes;
Sem poesia.
Não um dia oito,
mas todos os dias!

Mulheres: brisas e quenturas da vida.
Sempre!...

 Juscelino V. Mendes

Homenageio, neste singelo poema todas as mulheres conhecidas e desconhecidas, a propósito do dia 8 mas apenas como pretexto do dia escolhido, pois todos os dias devem elas receber homenagem.
Portanto, sintam-se todas acarinhadas com este poema.