terça-feira, 15 de outubro de 2013

Minhas lonjuras...


Minhas lonjuras...
 
Saudades... Palavra simples e tão cheia de um tudo doído, mas intenso... Sofro diariamente de “lonjura” e o misto de sentimento que povoa meu peito é infinito... Por vezes, fico furiosa por não ver-te e por vezes furiosa por ver-te tão longe de mim e tão perto de tantas outras gentes... Mas esse amor é sempre o mesmo, e cresce em mim como erva daninha que se espalha e se acomoda em cada vão de meu ser... Entre a erva, as flores nascem, e  dão ainda mais aroma a esse sentimento que, de tão grande e puro, dá vazão a aromas nunca descobertos por meros mortais... Meu amor por ti cheira jasmim e menta... Odor ardido e fresco... E minha saudade apesar de doída colore meus passos e guia-me num firmamento azul, onde vez ou outra, eu acendo, para iluminar meu sono... Nos meus sonhos você existe e teu sorriso, tímido, enigmático, intenso, dá-me esperanças num amanhã que nem sei se existirá... Nossa interdependência me assusta, mas me alimenta e me faz crer que alguns seres foram sim, feitos, nascidos, predestinados, uns aos outros, marcados em neon nas almas, a fim de se encontrarem na Terra... Nunca fui tua, mas nasci contigo, e navego em tua alma todos os dias, passeando leve em tua poesia, tuas mãos que se encaixam nas minhas, teu olhar que sempre fugiu do meu... Não sei mais se resido em teu pensamento, mas sei que tua alma mora aqui, em mim... E no brilho dela, mesclado à luz da lua, aquela lua que um dia te dei, eu me axilo... E juntos, todos os dias, nascemos um no outro... Aqui, em mim, nesse amor infinito, que mesmo que nunca mais te encontre, viverá e morrerá perene... Ah, saudades!!!
 
Ká Santos