domingo, 8 de dezembro de 2013

DOR... DOR DE AMOR!




DOR... DOR DE AMOR!

És, na imensidão das palavras, o vão apelo em minhas preces.
Se te chamo, clamo em lágrimas que almejes tua volta,
em um retorno sincero, épico, porém, que sejas breve, 
antes que a dor acabe e finde também, o sonho.
Eu que planejei com teus planos o mesmo futuro,
que te guiei quando o caminho era escuro, a mim, 
resta contemplar o jardim onde plantei flores e onde hoje colho pó
desse teu coração árido, de solo agreste...
o assombroso retrato da infertilidade. 
Morreram em ti todos os desejos, enquanto em mim, 
jaz a esperança regada a sal... Lágrimas de um futuro ao qual conclamo,
de um passado que me apetece.
Segue altivo, amor... Vai em frente se presumes teu acerto.
Mas, se buscas não lutar em guerra alguma, saibas que em vão
Tens passado pela vida. Se até o amor abre no peito suas feridas,
só com peleja elas hão de se fechar.
Não lamentes minha dor, te peço... 
Basta que eu lamente tua insensatez. 
Se queres seguir sozinho, segue sem medo... 
Por hora, estarei onde me deixou da ultima vez.