sábado, 20 de fevereiro de 2016

Será amar?


Será amar?

Sinto às vezes um algo sem medida
Feito saudade, pleno de porvir...
Voo sem asas, sonho sem dormir
Aquém, além, muito mais desta vida!


A se acolher no olhar, eterno leito,
É um bem-querer tão real e tão forte
Que desafia as barreiras da morte,
E ao me tocar, me arrebata o peito!

Num desejo, não breve ou de posse,
Como se liberto pássaro fosse,
Acima de espaço ou tempo, minh'alma o sente...

É um sentir imensurável, sem par!
Tenho medo, ora quero, seja isso amar,
Vivendo em mim, infinita e estranhamente...

Luciana Nobre