quinta-feira, 5 de maio de 2016

Mãe querida




Mãe querida

O teu amor é sublime,
Eterno e inigualável,
É maior que o vazio, do infinito,
Não existe verbo que o possa descrever.
Mesmo antes de nascer,
Ainda no teu ventre, durante nove meses,
Já partilhava-mos, o amor,
Os pontapés e os enjoos. 
Contigo cresci e aprendi,
A partilhar, todas as páginas da minha vida,
As alegrias e os gritos da dor.
Enxugas-me as lágrimas
E acalentas-me a alma, sempre que preciso.
O conforto das tuas palavras, os beijos
E os abraços, ninguém… sabe dar como tu. 
Nas veias, acarretamos, o mesmo sangue,
Não existem distancias, nem segredos,
Permanece o agasalho, a compreensão e os afectos,
A ti devo e agradeço, tudo o que fui e o que sou.
Por seres tão querida,
Despertas-te em mim, a vontade
De desabrochar, outra vida,
Também hoje sou mãe
E sinto, tudo como tu…não sei bem descrever…
Mas tenho as mãos cheias, de luz e carinho,
Para oferecer à minha, prezada mãe e filha.

Telma Estêvão